Blog

Farinhas de origem animal: eficiência nutricional que gera valor

As farinhas de origem animal ocupam um papel estratégico na nutrição de diferentes espécies. Dependendo da matéria-prima e do processamento empregado, esses ingredientes podem apresentar elevado valor nutricional, sendo fontes importantes de proteínas, energia e minerais, contribuindo para formulações mais completas e eficientes. 

As farinhas podem fazer parte de formulações destinadas à avicultura, suinocultura, piscicultura e à indústria de alimentos para cães e gatos, sempre considerando as exigências nutricionais, a espécie e a legislação aplicável. 

O que são farinhas de origem animal?

São ingredientes obtidos a partir do processamento de tecidos e subprodutos provenientes da cadeia de produção animal. Processos como cocção, secagem, prensagem e moagem transformam essas matérias-primas em ingredientes concentrados para utilização na alimentação animal. A composição nutricional pode variar de acordo com a origem da matéria-prima e o processamento realizado. Por isso, cada farinha deve ser avaliada individualmente.

Entre os principais parâmetros estão:

  • Proteína bruta;
  • Gordura;
  • Cinzas;
  • Umidade;
  • Cálcio e fósforo;
  • Perfil de aminoácidos;
  • Digestibilidade;
  • Qualidade microbiológica.

Quais nutrientes as farinhas de origem animal fornecem?

Um dos principais diferenciais desses ingredientes é a possibilidade de fornecer diferentes nutrientes em uma mesma matéria-prima.

  • Proteína e aminoácidos : As farinhas de origem animal podem contribuir significativamente para o fornecimento de proteína e aminoácidos. Entretanto, o percentual de proteína bruta não deve ser o único critério de avaliação. A digestibilidade e a disponibilidade dos aminoácidos também precisam ser consideradas para determinar o real valor nutricional do ingrediente.
  • Cálcio e fósforo: Dependendo da matéria-prima, algumas farinhas apresentam concentrações importantes de cálcio e fósforo, minerais fundamentais para diferentes funções metabólicas e para a formação e manutenção do tecido ósseo.
  • Energia: Determinadas farinhas também apresentam quantidade relevante de gordura, contribuindo para o fornecimento de energia da dieta.

Por isso, seu valor nutricional deve ser analisado de forma ampla, considerando proteína, aminoácidos, minerais, gordura e energia.

Aplicações das farinhas de origem animal

As características nutricionais desses ingredientes permitem diferentes aplicações dentro da nutrição animal.

Aves

Na avicultura, farinhas de origem animal podem contribuir para o fornecimento de proteína, aminoácidos, minerais e energia, dependendo do ingrediente utilizado. Em sistemas de produção de alto desempenho, a precisão da formulação é fundamental. Por isso, a composição e a digestibilidade dos nutrientes devem ser consideradas na definição da matriz nutricional. A escolha da farinha também deve estar relacionada à categoria animal e ao objetivo produtivo, como crescimento, produção de ovos ou manutenção.

Suínos

Na suinocultura, esses ingredientes podem complementar outras fontes proteicas e contribuir para o atendimento das exigências nutricionais ao longo das diferentes fases de produção. A avaliação deve considerar fatores como fase de produção, exigência de aminoácidos, energia da dieta, digestibilidade, composição mineral e qualidade e padronização do ingrediente.

Assim como em outras espécies, o objetivo não é simplesmente adicionar uma fonte proteica à formulação, mas avaliar quanto de cada nutriente efetivamente estará disponível para o animal.

Peixes

Na piscicultura, a qualidade da fonte proteica é especialmente importante porque os peixes apresentam exigências específicas de aminoácidos e energia.

Dependendo da espécie e da formulação, ingredientes de origem animal podem participar da composição de dietas para peixes, contribuindo para o fornecimento de nutrientes e para a diversificação das fontes proteicas. A utilização deve considerar as características da espécie cultivada, a fase de desenvolvimento, o sistema de produção e a composição completa da dieta.

Em sistemas intensivos, nos quais o alimento representa uma parcela importante dos custos de produção, a eficiência com que os nutrientes são aproveitados ganha ainda mais importância.

Pet food

As farinhas de origem animal também possuem aplicação na indústria de alimentos para cães e gatos, podendo contribuir para o fornecimento de proteínas, aminoácidos, minerais e energia. Nesse segmento, além da composição nutricional, fatores como digestibilidade, qualidade da matéria-prima, segurança microbiológica, estabilidade e padronização são fundamentais.

A seleção do ingrediente deve estar alinhada ao perfil nutricional desejado para o produto final e às características da categoria de alimento produzida. O MAPA também contempla matérias-primas de origem animal destinadas à alimentação de animais de companhia dentro das normas aplicáveis ao setor.

Por que a qualidade e a padronização são importantes?

Duas farinhas pertencentes à mesma categoria podem apresentar diferenças significativas em sua composição. A qualidade da matéria-prima e as condições de processamento influenciam diretamente o perfil nutricional do produto. Por isso, a avaliação deve considerar tanto a composição quanto a digestibilidade e a consistência entre lotes.

Para o nutricionista, ingredientes padronizados proporcionam maior previsibilidade na definição das matrizes nutricionais e maior segurança na formulação.

Aproveitamento de subprodutos e economia circular

Outro aspecto importante das farinhas de origem animal é o aproveitamento de materiais provenientes da cadeia de processamento. A transformação desses subprodutos em ingredientes para alimentação animal permite que nutrientes presentes nesses materiais sejam novamente incorporados à cadeia produtiva.

Essa lógica está relacionada ao conceito de economia circular, no qual busca-se aumentar o aproveitamento dos recursos e reduzir desperdícios ao longo da cadeia. O processo pode ser representado de forma simples:

produção animal → processamento → aproveitamento de subprodutos → processamento industrial → ingredientes → alimentação animal → nova produção

Dessa maneira, o processamento transforma materiais provenientes de uma etapa da cadeia em ingredientes com valor nutricional para outra etapa.

 

A utilização de ingredientes de origem animal deve sempre respeitar as exigências legais e sanitárias aplicáveis a cada espécie e finalidade. É importante destacar que produtos de origem animal não devem ser utilizados indiscriminadamente na alimentação de ruminantes, existindo restrições específicas previstas na legislação brasileira. Por isso, a escolha do ingrediente deve considerar sua origem, composição, finalidade de uso, espécie animal e conformidade com a legislação vigente.

As farinhas de origem animal são ingredientes versáteis que podem contribuir para diferentes formulações destinadas a aves, suínos, peixes e animais de companhia. Seu valor está na combinação de proteína, aminoácidos, minerais e energia, mas também na possibilidade de aproveitar nutrientes provenientes do processamento animal.

Quando qualidade, padronização e formulação adequada caminham juntas, esses ingredientes podem contribuir para dietas mais eficientes e para um melhor aproveitamento dos recursos da cadeia produtiva.

Na nutrição animal, eficiência começa com a escolha de ingredientes confiáveis.

 

Esse conteúdo fez sentido para você?

Quer conhecer melhor as soluções da Nutritec para nutrição animal? Nossa equipe técnica está pronta para esclarecer dúvidas e apresentar as melhores alternativas para a sua produção. Entre em contato e converse com nossos especialistas.

 

Leia também: A importância da rastreabilidade dos ingredientes na nutrição animal