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Como a alimentação influencia o crescimento, a saúde e a qualidade do pescado

A nutrição é um dos pilares mais importantes da piscicultura moderna. Em sistemas intensivos ou semi-intensivos, a alimentação adequada é responsável por mais de 60% dos custos de produção, além de exercer influência direta sobre o crescimento, a sanidade, a eficiência alimentar e a qualidade final do pescado. Dessa forma, o correto balanceamento das dietas é fundamental para garantir desempenho zootécnico, sustentabilidade e rentabilidade da atividade.

Exigências nutricionais dos peixes

Os peixes apresentam exigências nutricionais específicas que variam conforme a espécie, fase de desenvolvimento, temperatura da água e sistema de cultivo. De modo geral, as dietas devem fornecer níveis adequados de proteínas, energia, lipídios, minerais e vitaminas.

A proteína é o nutriente mais importante para o crescimento, pois está diretamente relacionada à deposição de músculo. Fontes proteicas de alta digestibilidade são essenciais para maximizar o ganho de peso e reduzir a excreção de nitrogênio no ambiente aquático. Já a energia deve ser equilibrada para evitar o uso da proteína como fonte energética, o que compromete o desempenho e eleva os custos.

Influência da alimentação no crescimento

Dietas formuladas com ingredientes de qualidade e boa digestibilidade promovem melhor conversão alimentar, maior taxa de crescimento e uniformidade do lote. O uso de farelos vegetais, como farelo de soja, farelo de algodão e farelo de canola, quando corretamente processados e balanceados, contribui para o fornecimento de proteína e energia, sendo amplamente utilizados na formulação de rações para tilápias, carpas e outras espécies onívoras.

As farinhas de origem animal, como farinha de penas, farinha de sangue e outras farinhas proteicas padronizadas, também desempenham papel importante, especialmente em fases iniciais, devido ao perfil de aminoácidos mais próximo das exigências dos peixes e à elevada palatabilidade. 

Alimentação e saúde dos peixes

Além do crescimento, a nutrição tem impacto direto sobre a saúde e a resistência dos peixes a doenças. Dietas deficientes ou desequilibradas podem levar à imunossupressão, maior suscetibilidade a patógenos, deformidades ósseas e alterações metabólicas.

O fornecimento adequado de proteínas de qualidade, minerais como cálcio e fósforo, e fontes energéticas bem aproveitadas favorece o funcionamento do sistema imunológico e a integridade dos tecidos. Ingredientes bem processados e com controle de qualidade, como farelos e farinhas padronizadas, contribuem para reduzir a presença de fatores antinutricionais e melhorar a digestibilidade da dieta.

Impacto da alimentação na qualidade do pescado

A qualidade final do pescado, incluindo textura, rendimento de filé, sabor e composição nutricional, também é influenciada pela alimentação. Dietas equilibradas promovem maior deposição de proteína muscular e melhor relação entre gordura e músculo, resultando em produtos mais valorizados pelo mercado.

O uso adequado de ingredientes energéticos e proteicos evita o excesso de gordura visceral e melhora o aspecto visual do peixe. Além disso, alimentação bem formulada contribui para a uniformidade do lote e para a previsibilidade do abate, fatores importantes para a indústria e para o consumidor final.

Importância da escolha dos ingredientes

A escolha dos ingredientes utilizados na formulação das rações é determinante para o sucesso da piscicultura. Farelos vegetais fornecem proteína e energia a custos competitivos, enquanto as farinhas de origem animal agregam valor nutricional, especialmente em termos de aminoácidos essenciais e digestibilidade.

A alimentação é um fator estratégico na produção de peixes, influenciando diretamente o crescimento, a saúde e a qualidade do produto final. O uso de dietas balanceadas, formuladas com ingredientes de qualidade e adaptadas às exigências de cada espécie e fase de criação, é essencial para garantir eficiência produtiva e sustentabilidade na piscicultura.