A nutrição é um dos pilares da suinocultura moderna. Cada fase de criação apresenta desafios específicos e, por isso, as exigências nutricionais dos animais mudam conforme o desenvolvimento do leitão até a fase de terminação. Ajustar corretamente a dieta em cada etapa é fundamental para garantir desempenho, saúde intestinal, ganho de peso, eficiência alimentar e qualidade de carcaça.
Na prática, isso significa fornecer ingredientes adequados ao potencial produtivo dos animais, respeitando as necessidades de energia, proteína, fibra, minerais e digestibilidade em cada fase.
Fase pré-inicial: os primeiros dias são decisivos
A fase inicial da vida do leitão é considerada uma das mais críticas da produção. Após o desmame, o animal passa por um período de grande estresse, com mudanças ambientais, sociais e alimentares. Nessa etapa, o sistema digestivo ainda está em desenvolvimento e a capacidade de digestão é limitada.
Por isso, as dietas precisam ser altamente digestíveis, palatáveis e com ingredientes de qualidade.
Entre os ingredientes utilizados nesta fase, destacam-se:
- Farelo de Soja: importante fonte proteica com boa digestibilidade;
- Farelo de Trigo: que auxilia no equilíbrio da dieta e no fornecimento de fibra moderada;
- Quirera de Arroz: ingrediente energético de alta digestibilidade;
- Óleo de Soja Degomado: utilizado para aumentar a densidade energética da ração;
- Milho Moído: principal fonte energética da formulação.
Nessa fase, o objetivo é estimular o consumo, preservar a saúde intestinal e reduzir perdas de desempenho pós-desmame.
Fase inicial: crescimento acelerado e adaptação digestiva
Conforme o leitão cresce, sua capacidade digestiva melhora e a dieta pode incorporar ingredientes com diferentes perfis nutricionais. O fornecimento adequado de proteína e energia continua sendo essencial para favorecer o desenvolvimento muscular e ósseo.
Entre os ingredientes frequentemente utilizados estão:
- Farelo de Soja;
- Farelo de Canola;
- Farelo de Trigo;
- Milho Moído;
- Milho Quebrado;
- Sorgo;
- DDGS 30%.
O DDGS 30%, por exemplo, pode contribuir com proteína, energia e fósforo, sendo uma alternativa interessante em programas nutricionais bem ajustados.
Já o sorgo pode substituir parcialmente o milho em algumas formulações, dependendo da disponibilidade e do custo dos ingredientes.
Fase de crescimento: foco em eficiência alimentar
Na fase de crescimento, os animais apresentam elevado ganho de peso e maior capacidade de aproveitamento dos nutrientes. Aqui, o nutricionista busca maximizar a conversão alimentar sem comprometer o desempenho.
As formulações passam a trabalhar com maior flexibilidade de ingredientes, equilibrando custo e eficiência produtiva.
Nessa etapa, podem ser utilizados:
- Milho Grão;
- Milho Quebrado;
- Milho Moído;
- Farelo de Soja;
- Farelo de Canola;
- Farelo de Arroz;
- Casca de Soja Inteira;
- Farelo de Trigo;
- DDGS 30%.
A inclusão de ingredientes fibrosos, como casca de soja inteira e farelo de trigo, pode auxiliar no funcionamento intestinal, e no comportamento alimentar dos animais quando utilizada de forma estratégica.
Fase de terminação: desempenho e qualidade de carcaça
Na terminação, o objetivo principal é garantir elevado ganho de peso com boa eficiência alimentar e qualidade de carcaça. O consumo de insumos aumenta significativamente nessa fase, tornando ainda mais importante o equilíbrio entre custo da dieta e desempenho zootécnico.
As formulações normalmente utilizam ingredientes energéticos em maior proporção, como:
- Milho Grão;
- Milho Moído;
- Sorgo;
- Farelo de Arroz;
- Óleo de Soja Degomado.
As fontes proteicas seguem presentes para manutenção do crescimento muscular, incluindo:
- Farelo de Soja Floculado;
- Farelo de Canola;
- DDGS 30%.
O papel das farinhas de origem animal na nutrição de suínos
Na suinocultura, as farinhas de origem animal podem contribuir significativamente para o aporte de proteínas e minerais de alta disponibilidade.
Entre elas, destacam-se:
- Farinha de Carne e Ossos 45%;
- Farinha de Sangue.
Esses ingredientes apresentam elevado valor nutricional e podem auxiliar no fornecimento de aminoácidos importantes para o desempenho dos animais quando utilizados de maneira técnica e balanceada.
Nutrição ajustada para cada fase faz diferença nos resultados
A exigência nutricional dos suínos muda constantemente ao longo da criação. Leitões recém-desmamados necessitam de dietas mais digestíveis e concentradas, enquanto animais em crescimento e terminação demandam formulações voltadas para eficiência alimentar e ganho de peso.
Por isso, a escolha correta dos ingredientes é uma etapa estratégica dentro da produção. O uso de matérias-primas de qualidade contribui para melhores índices produtivos, maior aproveitamento dos nutrientes e mais segurança nutricional ao longo de todo o ciclo da suinocultura.
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